Abstract
O presente trabalho tem por objetivo discutir como B.F. Skinner se posiciona perante algumas categorias epistemológicas modernas, a partir de uma comparação com o pensamento de Michel Foucault. Foram analisadas as posições de Skinner em relação a quatro pontos características do pensamento moderno, com-parando-as com as de Foucault. (1) Quanto à construção de grandes sistemas ou “teorias do todo”, aponta-se como principal divergência entre os autores o caráter sistemático do pensamento de Skinner, em oposição à postura anti-sistemática de Foucault. Argumenta-se que, no entanto, a construção de grandes sistemas teó-ricos não leva necessariamente à aceitação de afirmações universalizantes nem ao alinhamento com outros postulados modernos. Skinner e Foucault produzem críticas radicais (2) ao historicismo (embora seja apon-tada uma contradição quando Skinner postula o progresso cumulativo da razão ao longo do tempo), (3) ao Sujeito Autônomo, e (4) à postulação de categorias universais relacionadas à noção de “natureza humana”. Aponta-se o caráter complementar das críticas dos autores analisados e sugere-se a continuidade do diálogo entre as duas linhas de pensamento.
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Flores, E. P., Batista, M. V., … Cavalcanti, H. O. F. (2012). B.F. Skinner e a modernidade: Notas a partirde uma comparação com M. Foucault. ACTA COMPORTAMENTALIA, 20(2), 185–199. https://doi.org/10.32870/ac.v20i2.33406
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