“Não tem nada para fazer lá”: trabalho e pessoas com deficiência visual

  • Barros L
  • Ambiel R
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Abstract

O objetivo foi verificar a percepção de satisfação no trabalho, motivos de insatisfação e barreiras para inserção laboral de pessoas com deficiência visual. Participaram 136 pessoas com deficiência visual, com baixa visão e cegueira congênita ou adquirida, com idade média de 37,86 (DP = 14,39), sendo 52,2% do sexo feminino. Os participantes responderam ao questionário de identificação e três perguntas sobre satisfação, insatisfação e dificuldades percebidas para inserção laboral. Os dados foram analisados qualitativamente por meio de análise de conteúdo e quantitativamente com estatísticas inferenciais. Os resultados indicaram que os motivos de maiores insatisfações foram relativos á conflitos organizacionais e falta de acessibilidade. Em relação às barreiras para inclusão, identificou-se o preconceito e o desconhecimento social sobre a deficiência como aspectos de maior limitação. Além disso, na comparação por tipo de deficiência, as maiores insatisfações e dificuldades foram para pessoas com cegueira congênita.One challenge of self-report assessments is response styles, individual preferences for some of the options in a given response scale that might bias the true latent trait level of the respondent. Socially desirable responding consists of one individual making efforts to display oneself in a favorable manner given perceived social values. Three factor models of social desirability have received attention, with two and three factors, and the last one two factors and four facets (or four-factor model). In the present study, we explore the extent to which these three factor models represent the structure of the Impression Management and Self-Deception Scale-IPIP. Participants were 466 adults (M = 25.22 years, DP = 7.05, 60.27% females). The four-factor model yielded the best fit to the data, but the original two-factor structure resulted in the simpler and clearer factor solution. Implications of these findings as to the scoring and interpretation of the instrument are discussed.El objetivo fue verificar la percepción de satisfacción laboral, los motivos de insatisfacción y las barreras para la inserción laboral de personas con discapacidad visual. 136 personas con discapacidad visual, baja visión y ceguera congénita o adquirida, con una edad media de 37.86 (DE = 14.39), 52.2% mujeres, participaron en este estudio. Los participantes respondieron el cuestionario de identificación y tres preguntas sobre satisfacción, insatisfacción y dificultades percibidas para la inserción laboral. Los datos se analizaron cualitativamente a través del análisis de contenido y cuantitativamente con estadísticas inferenciales. Los resultados indicaron que las razones para una mayor insatisfacción estaban relacionadas con los conflictos organizacionales y la falta de accesibilidad. Con respecto a las barreras a la inclusión, los prejuicios y la ignorancia social sobre la discapacidad se identificaron como aspectos de mayor limitación. Además, al comparar por tipo de discapacidad, las mayores dificultades fueron para las personas con ceguera congénita.

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Barros, L. de O., & Ambiel, R. A. M. (2020). “Não tem nada para fazer lá”: trabalho e pessoas com deficiência visual. Psico, 51(1), e31320. https://doi.org/10.15448/1980-8623.2020.1.31320

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