Abstract
Introdução: Pesquisas recentes apontam que a tilápia possui em sua pele uma microbiota não infecciosa que apresenta boa aderência ao leito das feridas, além de ser similar à estrutura morfológica presente na pele humana. Objetivo: Este estudo tem como objetivo demonstrar a eficácia da implantação da pele da tilápia como uma possível fonte de biomaterial para enxertia e curativo biológico para o tratamento de queimaduras. Métodos: O presente estudo é uma revisão de literatura exploratória. Para as buscas foram utilizados os bancos de dados: Biblioteca Virtual em Saúde, Scielo, Pubmed, LILACS e Medline. Foram utilizados como critérios de elegibilidade trabalhos publicados no período de 2004 a 2019 a partir das palavras-chave “tilápia” e “queimaduras”. Foram excluídos os artigos que não se adequavam aos objetivos desta pesquisa. Resultados: As pesquisas mostraram que o perfil morfológico da pele da tilápia apresenta grande semelhança à da pele humana, com fibras colágenas dispostas na mesma consistência da derme profunda encontrada na pele humana, logo quando submetido ao tratamento aos pacientes queimados, a utilização da pele de tilápia mostrou uma recuperação quase 70% melhor como substituta do curativo convencional, além da diminuição do tempo de tratamento aos pacientes, com bons resultados. Conclusão: Com base na pesquisa pode-se concluir que a pele de tilápia traz uma grande promessa de um produto eficaz e inovador, de fácil aplicação e alta disponibilidade, havendo uma grande eficácia na cicatrização das queimaduras com diminuição de dores em pacientes.
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Mariz, W. S., Rodrigues, D. C., & Waked, J. P. (2021). Tratamento ao paciente queimado através do uso de enxerto de tilápia – uma revisão de literatura. Research, Society and Development, 10(12), e245101220364. https://doi.org/10.33448/rsd-v10i12.20364
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