Abstract
As diretrizes curriculares nacionais de 2001 demandam uma consistente formação em humanidades por parte do egresso da graduação em Medicina. A fim de cumprir essa exigência, caberia ao docente uma nova tarefa frente ao alunato, além da produção de conhecimento científico, capacitação profissional e formação ética. Diante dessa premissa, portanto, restaria ao professor de Medicina tomar posse de surpreendente atributo, o de ser um "intelectual". Este artigo apresenta uma análise crítica da viabilidade dessa "missão iluminista" relativa ao ensino médico brasileiro no século XXI, a partir de pressupostos históricos de formação docente tanto no Brasil quanto no exterior.The national curriculum guidelines of 2001 require medicine undergraduates to receive consistent training in humanities. In order to meet this requirement, teaching staff are faced with a new task, in addition to the production of scientific knowledge, professional qualification and ethical training. In light of this premise, therefore, the Medicine professor would be required to acquire a surprising attribute; that of being an "intellectual". This article presents a critical analysis of the feasibility of this "enlightenment mission" in relation to 21st century Brazilian medical education, drawing on historical assumptions for teacher training both in Brazil and abroad.
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Santos, M. A. A. (2011). A formação do professor de Medicina como “intelectual”: uma análise crítica. Revista Brasileira de Educação Médica, 35(4), 544–549. https://doi.org/10.1590/s0100-55022011000400014
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