Abstract
A mastite bovina é responsável por grandes prejuízos econômicos em rebanhos leiteiros em todo o mundo devido à diminuição da produção de leite, gastos com medicação, descarte e perda na qualidade do leite. O objetivo do trabalho foi de analisar, através de métodos epidemiológicos, um surto de mastite bovina ocorrido em uma propriedade leiteira no Estado do Rio Grande do Sul. O rebanho apresentava um aumento da incidência de mastite clínica caracterizado por grumos no leite. Foi feito CMT em todos os animais em lactação e os resultados do teste registrados para cada quarto mamário em uma escala subjetiva, que variou de zero (sem alteração), traços, uma, duas ou três cruzes (de acordo com a intensidade de formação de gel). Foram coletadas amostras de leite para exame bacteriológico de todos os quartos mamários com resultados de duas e três cruzes no CMT, sendo que 33,5% dos animais (136/405) apresentaram contagem de célula somática (CCS) acima do ponto de corte estipulado em pelo menos um quarto mamário. De 149 amostras de leite coletadas, 33% (44/126) revelaram crescimento de Sthaphylococcus aureus ou Streptococcus agalactiae. O risco de desenvolver mastite foi maior em vacas com maior produção média de leite (p = 0,00765) e o risco de um animal apresentar mastite contagiosa (S. aureus e S. agalactiae) foi maior com o tempo de lactação (p = 0,042). Através da investigação epidemiológica, concluiu-se que o surto foi provavelmente causado pela introdução de animais infectados no rebanho.
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Guilloux, A. G. A., Cardoso, M. R. de I., & Corbellini, L. G. (2018). Análise epidemiológica de um surto de mastite bovina em uma propriedade leiteira no Estado do Rio Grande do Sul. Acta Scientiae Veterinariae, 36(1), 1. https://doi.org/10.22456/1679-9216.17236
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