Abstract
A emergência do livro digital traz de volta a noção de que o livro impresso é também ele uma tecnologia, tão entranhada em nossa cultura letrada que se torna invisível. O uso do livro impresso demanda um aprendizado e proporciona um tipo de experiência que, no caso do livro ilustrado, se soma à fruição de imagens e palavras. O suporte material – o manuseio do livro como objeto – é elemento integrante e fundamental da experiência total de leitura. Buscando ampliar o entendimento a respeito do papel que o planejamento dos componentes materiais do livro ilustrado, realizado pelo design gráfico, desempenha na construção de sentidos nas narrativas, conta-se com o apoio de considerações de Roger Chartier (1999, 2010) e Don McKenzie (1999) quanto à materialidade do suporte de leitura, sublinhando aspectos da interação do leitor com esse suporte tais como apresentados sob a perspectiva do design emocional proposta por Donald Norman (2012).
Cite
CITATION STYLE
Mendes, C. (2020). Design emocional e o livro ilustrado: a experiência material na produção de sentidos. FronteiraZ. Revista Do Programa de Estudos Pós-Graduados Em Literatura e Crítica Literária, (24), 57–71. https://doi.org/10.23925/1983-4373.2020i24p57-71
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