Abstract
Objetivo: Avaliar o perfil da dislipidemia no Brasil, seus fatores de riscos e prováveis consequências à saúde, entre 2006 e 2021. Métodos: Estudo transversal e descritiva dos registros de dislipidemia, suas consequências e fatores de riscos associados nas capitais brasileiras. Resultados: Houve aumento da dislipidemia no período (16.9%-2006 para 22.5%-2016) com tendência de 28% em 2021 (R²0.9), com maiores registros em Aracaju e em mulheres acima de 55 anos. Referente aos fatores de riscos, foi observado aumento da hipertensão (média 23.1%), etilismo (18.2%), consumo de leite integral (55%), frutas/hortaliças (33.7%) e atividade física (37.4%) e diminuição para consumo de carnes com excesso de gordura (32.8%) e refrigerantes (19.1%), tendo maior exposição desses fatores entre homens jovens, contudo, obtiveram maior frequência para atividade física inferindo uma proteção à dislipidemia. Às consequências, houve padrão de prevalência concomitante entre dislipidemia e hipertensão nas capitais, e variação das doenças do coração e mortalidade por dislipidemia, além da baixa cobertura e atuação da Atenção Primária em Saúde. Conclusão: Observa-se aumento da dislipidemia da população brasileira e um padrão de exposição aos riscos, além de sua ocorrência e consequências estarem associadas às lacunas no modelo assistencial em saúde.
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Sousa, B. G. de, Viana, D. de M., Sousa, K. M. S., Portilho, K. M., Oliveira, L. G. de, Neves, M. V. das, … Mendonça, M. H. R. de. (2023). Prevalência da dislipidemia nas capitais do Brasil de 2006 a 2021: fatores de riscos e suas prováveis consequências à saúde. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 23(7), e12560. https://doi.org/10.25248/reas.e12560.2023
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