Abstract
A funcionalidade ecológica de uma área restaurada está associada ao retornode processos como a ciclagem de nutrientes, aporte e estabelecimento denovos propágulos, os quais podem ser promovidos pela escolha adequadade espécies e pela promoção da diversidade funcional e de espécies. Em umarestauração de 50 ha situada no Rio de Janeiro, foram realizadas avaliações aos5 e aos 20 meses após o plantio, visando avaliar o estabelecimento de processosecológicos na restauração assim como identificar indicadores representativosdas alterações observadas. Para tanto, em 23 parcelas (25 x 4 m) foi empregadoum conjunto de indicadores de: (a) estrutura – área basal (AB) [ΣAB e AB/m²],altura média dos indivíduos e densidade (nº de indivíduos/ha); (b) diversidadeda comunidade – índices de diversidade de Shannon (H´) e de equitabilidade (J´)e riqueza de espécies (S=número de espécies); (c) função ecológica - presençade espécies de diferentes grupos funcionais (% de zoocóricas, pioneiras efixadoras de N2) e; (d) contexto da paisagem – cobertura de gramíneas (% decobertura do solo com gramíneas e com as projeções das copas no solo e% de regenerantes). As diferenças entre os anos para os indicadores foramavaliadas pelo teste do qui-quadrado. Para determinar quais indicadoresinfluenciaram nos resultados obtidos, foi efetuada a análise de componentesprincipais (PCA) pelo método de médias aritméticas não ponderadas(UPGMA) com 15 indicadores x idade. Do total de 88 espécies observadas nos2 períodos, 15 delas foram dominantes, com 51,1% dos indivíduos plantados.Nesse grupo, 8 tiveram taxas de mortalidade dos indivíduos superioresa 70%. Sugere-se que o plantio dessas espécies em alta densidade podecausar um processo de abertura de clareiras ao longo do tempo, facilitando orestabelecimento de gramíneas invasoras. Os indicadores mais eficientes paraavaliação das áreas foram: densidade, diversidade, equitabilidade (H´ e J) ecobertura de copa. Entre 5 e 20 meses de idade, houve redução significativada riqueza, sendo maior para famílias do que para espécies. Contudo,os indicadores de funções ecológicas não variaram entre as idades, apesar daredução na diversidade, mostrando que houve redundância funcional entrediferentes espécies.
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Altivo, F. de S., & Piña Rodrigues, F. C. M. (2017). FUNCIONALIDADE ECOLÓGICA DA RESTAURAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS NO BIOMA MATA ATLÂNTICA, RIO DE JANEIRO. Revista Brasileira de Ciências Ambientais, (43), 17–31. https://doi.org/10.5327/z2176-947820170175
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