Ocorrência do processo de fixação biológica de N2 atmosférico na fermentação de fécula de mandioca

  • Cavallet L
  • Ferreira S
  • Lima J
  • et al.
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Abstract

A fase inicial do processo de fermentação natural de fécula de mandioca apresenta a ocorrência de fermentação vigorosa em apenas 24 h, mesmo com o meio tendo uma relação carbono/nitrogênio muito alta. Assim, o nitrogênio necessário à formação da biomassa nos primeiros estágios da fermentação seria originário de fora do sistema via fixação biológica de N2 atmosférico, já que o teor protéico disponível na fécula de mandioca é muito baixo. Para verificar tal hipótese, foram feitos dois experimentos fundamentados no balanço de nitrogênio na suspensão com grânulos de fécula durante as primeiras 120 h do processo fermentativo, conduzido sob temperatura ambiente e sob temperatura controlada a 28 °C. Não foram detectados aumentos de nitrogênio na fase estudada, o que sugere a não existência do processo de fixação biológica de N2 atmosférico. Os resultados sugerem que a origem do nitrogênio para o processo fermentativo é a própria fécula, que, quando na forma de polvilho apresenta alta relação C/N, porém, quando em suspensão essa relação abaixa propiciando uma fermentação vigorosa em apenas 24 h.

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Cavallet, L. E., Ferreira, S. M. R., Lima, J. J. de, Tullio, L. T., & Quadros, D. A. de. (2006). Ocorrência do processo de fixação biológica de N2 atmosférico na fermentação de fécula de mandioca. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 26(3), 522–526. https://doi.org/10.1590/s0101-20612006000300006

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