Abstract
O objetivo do presente estudo foi investigar o perfil sócio-demográfico e possíveis alterações musculoesqueléticas dos cirurgiões-dentistas e verificar se eles têm informações ergonômicas quanto aos cuidados com a postura corporal e sobre o seu ambiente de trabalho. Trata-se de um levantamento de dados, envolvendo 38 profissionais que atuam em consultório particular, formados em diversas especialidades. Para a coleta dos dados utilizou-se um questionário, que teve por objetivo investigar os sintomas osteomusculares, os aspectos ocupacionais e hábitos de vida. Os resultados revelaram a presença de dor, principalmente na coluna e membros superiores. As atividades ocupacionais que exigem inclinação do tronco, postura estática e/ou manter os membros superiores elevados foram consideradas pelos cirurgiões-dentistas como as tarefas mais fatigantes em relação aos distúrbios musculoesqueléticos. A maioria (89%) refere ter conhecimento sobre orientações ergonômicas preventivas. Os dados da pesquisa evidenciaram que os cirurgiões-dentistas necessitam de orientações para mudanças nas posturas adotadas no trabalho odontológico que exigem sobrecargas, a fim de evitar as dores por problemas musculoesqueléticos e posturais decorrentes da profissão.Palavras-chave: saúde ocupacional na odontologia, transtornos musculoesqueléticos, orientação ergonômica, fisioterapia.Â
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Dos Santos, M. de C. F. (2017). Estudo exploratório dos distúrbios musculoesqueléticos em cirurgiões-dentistas da Associação Brasileira de Odontologia - Regional Missioneira da cidade de Santo Ângelo/RS. Fisioterapia Brasil, 10(4), 229–234. https://doi.org/10.33233/fb.v10i4.1535
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