Abstract
Este estudo teve como objectivo a construção de um instrumento de medição do estado de desenvolvimento profissional dos profissionais das tecnologias da saúde (PTS) que possibilite conhecer da forma como as Organizações dos Serviços de Saúde (OSS) poderiam, adequadamente, integrar os PTS na rede de prestação de cuidados. Funda-se a investigação na constatação de que a racionalidade que enforma a GRH destes activos em Saúde obsta à sua plena integração no Sistema e impede o desenvolvimento dos capitais detidos quando os PTS são ponto nodal no Sistema de Saúde já que intervêm em todas as fases de um processo de doença, ou de saúde e são responsáveis por uma fatia considerável dos gastos em saúde. O texto discute a relevância desta evidência num contexto de escassez de estudos empíricos sobre a temática das Profissões das Tecnologias da Saúde (TS). A estruturação do instrumento teve por base dois painéis de peritos que integravam gestores, professores das TS, sindicalistas e PTS com responsabilidades de gestão, através de uma metodologia de Painel de Delphi. O instrumento construído facilitará a tomada de uma base mais científica para a empiria e a casuística que fundam o pensamento sobre estas profissões. As conclusões da sua aplicação fundamentarão práticas de GRH mais adequadas.
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Pacheco, C. A., & Lopes, A. L. (2013). O paradoxo das tecnologias de saúde: da racionalidade paramétrica à racionalidade estratégica. Gestão e Desenvolvimento, (21), 3–35. https://doi.org/10.7559/gestaoedesenvolvimento.2013.239
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