Abstract
Neste artigo são discutidas as relações entre microterritorialidades urbanas e as estratégias de apropriação socioespacial do espaço público na cidade contemporânea, com o intuito de explicitar os conteúdos simbólicos e de cunho segregacionista que se manifestam através da constituição de territórios plásticos e móveis dos diferentes grupos sociais, classes e frações de classe. Essas questões são analisadas a partir de exemplos concretos em Paris e Salvador, que revelam os efeitos de classe (segmentação) e de massa (transversalidade) nos processos de apropriação de praias e parques em um contexto urbano/metropolitano. A operacionalização dos conceitos de território e espaço público na análise dos exemplos apresentados mostra, por outro lado, que as barreiras/os limites que se estabelecem entre os diferentes territórios resultam de uma dialética entre capital cultural e econômico que vai condicionar processos de segmentação/segregação no espaço público da cidade contemporânea, desvendando “identidades” baseadas nos modos de consumo do/no espaço.
Cite
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Serpa, A. (2013). MICROTERRITÓRIOS E SEGREGAÇÃO NO ESPAÇO PÚBLICO DA CIDADE CONTEMPORÂNEA. Revista Cidades, 10(17). https://doi.org/10.36661/2448-1092.2013v10n17.12017
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