Abstract
A parada cardíaca, ou cardiorrespiratória (PCR), súbita corresponde a cerca de metade de todas as mortes de causa cardiovascular e é uma das principais causas de morte de adultos em países desenvolvidos e em desenvolvimento. O tratamento eficaz da PCR consiste em atendimento imediato, com ressuscitação cardiopulmonar (RCP) de alta qualidade, desfibrilação precoce em ritmos chocáveis, identificação da causa da PCR e cuidados pós-parada. A despeito de diretrizes de RCP constantemente atualizadas e amplamente divulgadas, a mortalidade por PCR ainda é muito elevada e há grande heterogeneidade de causas de PCR e do prognóstico inerente a cada causa. Pacientes em PCR cujo ritmo inicial é não-chocável, geralmente apresentam maior desafio em relação à identificação da causa da PCR. Neste contexto, o ultrassom manuseado pelo socorrista e utilizado como extensão do exame físico durante a RCP está associado a maior rapidez e maior número de diagnósticos específicos e, consequentemente, maior número de tratamentos específicos e potencial melhor prognóstico. O ultrassom também pode ser utilizado para diagnóstico da PCR, assim como para monitorizar a qualidade de RCP, guiar procedimentos e também inferir prognóstico. Na última década, um grande número de publicações científicas embasaram a utilização do ultrassom nas manobras de RCP, com demonstração de, em alguns subgrupos, melhor prognóstico. Atualmente, o ultrassom está incorporado nas unidades de emergência de excelência como recurso fundamental a ser utilizado em diversas situações. O objetivo desta revisão é fornecer informações sobre o estado da arte da utilização do ultrassom na PCR.Sudden cardiac or cardiorespiratory (CPA) arrest accounts for about half of all deaths from cardiovascular causes and is one of the leading causes of death in adults in developed and developing countries. Effective treatment of CPA consists of prompt care with high-quality cardiopulmonary resuscitation (CPR), early defibrillation at shocking rhythms, identification of the cause of CPA, and post-arrest care. Despite constantly updated and widely disseminated CPR guidelines, mortality from CRA is still very high, and there is significant heterogeneity of CRP causes and the inherent prognosis of each cause. In general, patients in CPA whose initial rhythm is non-shockable present a more significant challenge in identifying the cause of CPA. In this context, the ultrasound handled by the rescuer and used as an extension of the physical examination during CPR is associated with faster and more specific diagnoses and, consequently, a more significant number of specific treatments and a potentially better prognosis. Ultrasound can also be used to diagnose CRP and monitor the quality of CPR, guide procedures, and infer prognosis. In the last decade, many scientific publications have supported the use of ultrasound in CPR maneuvers, with a demonstration of a better prognosis in some subgroups. Currently, ultrasound is incorporated in emergency units of excellence as a fundamental resource for various situations. The purpose of this review is to provide information on the state-of-the-art use of ultrasound in CPA.
Cite
CITATION STYLE
Augusto Duenhas Accorsi, T., Galesso Cardoso, R., Ribeiro Paix˜ao, M., De Amicis Lima, K., & Leão de Souza Júnior, J. (2021). Uso do Ultrassom na Parada Cardiorrespiratória: Estado da Arte. LAJEC - Latin American Journal of Emergency Care, 1(2), e21015. https://doi.org/10.54143/jbmede.v1i2.25
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.