Abstract
Este artigo pretende constituir uma reflexão sobre uma realidade emergente na Europa ― mas já com algumas décadas nos EUA: o habitat banking ou os bancos de biodiversidade. A compensação ecológica visa compatibilizar o interesse na preservação de áreas especialmente frágeis e ricas em biodiversidade e os interesses de desenvolvimento económico (industrial; comercial; turístico). Analisar a origem da noção, estudar a sua assimilação pelo Direito da União Europeia, testar a sua operacionalidade no sistema português, são objectivos deste texto. O carácter lacunar do instituto provoca muitas dúvidas e outras tantas inquietações aos que se preocupam com a protecção do ambiente. Mas a inevitabilidade de compatibilização de economia e ambiente aponta para um desenvolvimento das técnicas de “mercantilização” da Natureza, desejavelmente com rigorosos limites, em nome da sustentabilidade.
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Amado Gomes, C., & Batista, L. (2013). A biodiversidade à mercê dos mercados? Reflexões sobre compensação ecológica e mercados de biodiversidade. Actualidad Jurídica Ambiental, 1–63. https://doi.org/10.56398/ajacieda.00052
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