Abstract
A inserção de práticas integrativas e complementares no Sistema Único de Saúde remonta à discussão do movimento da reforma sanitária brasileira. Desde a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, em 2006, a oferta de acupuntura tem crescido nos serviços públicos de saúde como prática multidisciplinar. Os usuários que acessam o Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição (Porto Alegre, no Rio Grande do Sul) podem ser encaminhados para a realização de acupuntura por meio da central de marcação de consultas do município. O presente estudo teve como objetivo explorar os encaminhamentos para acupuntura realizados no Serviço de Saúde Comunitária. Trata-se de um estudo de caráter descritivo, com abordagem quantitativa. As fontes de coleta de dados foram os formulários de referência e contrarreferência dos encaminhamentos para acupuntura dentro do Serviço de Saúde Comunitária. Os resultados apontaram maior proporção de mulheres e pessoas com idade acima de 50 anos entre os pacientes referenciados. Observaram-se diferenças significativas nas medianas de ‘dias de espera’ para consulta entre as unidades de saúde vinculadas ao Serviço de Saúde Comunitária. Ainda, confirmou-se a hipótese inicial de que o principal motivo de encaminhamento para realização de acupuntura seria ‘dor’, inscrevendo-se na lógica ocidental de pensar a saúde e os diagnósticos.
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Dallegrave, D., Boff, C., & Kreutz, J. A. (2011). Acupuntura e Atenção Primária à Saúde: análise sobre necessidades de usuários e articulação da rede. Revista Brasileira de Medicina de Família e Comunidade, 6(21), 249–256. https://doi.org/10.5712/rbmfc6(21)291
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