Abstract
A vida só é possível reinventada... Cecília Meireles (2001) 1 A proposição do presente Dossiê inscreve-se em movimentos diversos. Quando inicia-mos o processo de organização, a vida e seus desafios corriam em intensos acontecimentos na política, na educação e no cotidiano do tra-balho de professores/as e educadores/as so-ciais. A etapa de sua finalização, entretanto, se colocou para nós em meio à perplexidade da maior crise humanitária já vista pelas últimas gerações da qual não sairemos ilesos, não sai-remos os mesmos. O que fazemos, lemos, orga-nizamos traz a marca do que nos atravessa e é assim que nos colocamos frente aos textos que aqui apresentamos e que tematizam a vida. A vida de mulheres e homens comuns, ordiná-rios no dizer de Certeau 2 , alguns com grande referência entre nós como Anísio Teixeira, mas todos igualmente destacados educadores, na acepção de Abrahão (2001, 2018) 3. Vidas auto-bio-grafadas que, no limite da luta pela (re) existência física, emocional, profissional nos fazem, ao menos, dois convites: o da perma-nente reinvenção da vida e de sua também per-manente narrativa como caminho coletivo de reafirmação das lutas que nos movem.
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Abrahão, M. H. M. B., & Bragança, I. F. de S. (2020). Histórias de vida de educadores/as sociais em pesquisa narrativa (auto)biográfica. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, 5(13), 16–23. https://doi.org/10.31892/rbpab2525-426x.2020.v5.n13.p16-23
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