Abstract
experiência de serviços de reabilitação cardíaca em todo o mundo, não deixavam dúvida que o exercício físico se constituía em uma intervenção extremamente benéfica para o paciente por-tador de ICC sob vários pontos de vista e que presumivelmente também traria um impacto positivo em termos de prognóstico. As tão esperadas evidências vieram neste ano, com um interessante estudo randomizado e controlado 14 , no qual 50 pacientes com ICC foram submetidos a um programa de 14 meses de duração que incluiu exercícios em cicloergômetro a 60% do VO 2 máximo; os resultados foram comparados com os de um grupo controle com 49 pacientes, que não foram submetidos a programas formais de exercícios. Os autores demonstraram uma redução importante e inequí-voca na mortalidade e na freqüência de reinternações, além de uma melhora expressiva da qualidade de vida e de outros parâmetros já demonstrados por estudos anteriores. Este artigo certamente é o primeiro de uma série e vem corroborar uma conduta já preconi-zada por muitos já há muito tempo. Desta forma, há agora um irrefutável argumento científico a favor da prática regular de exercícios no paciente portador de ICC. Aliás, esses pacientes estão entre os que mais se beneficiam de programas formais de reabilitação cardíaca e ignorar esse aspecto equivale cientificamente a negligenciar o próprio tratamento farmacológico. REFERÊNCIAS
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O exercício na insuficiência cardíaca: da contra-indicação à evidência científica. (1999). Revista Brasileira de Medicina Do Esporte, 5(4), 127–129. https://doi.org/10.1590/s1517-86921999000400001
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