Abstract
RESENHA Neste final de século em estão curso grandes transformações que, de diferentes maneiras, afetam toda a população do planeta. O modelo de desenvolvimento americano ou modelo fordista , que conseguiu o maior período de prosperidade económica da história do capitalismo , entra em crise a partir do final dos anos 60. Em reação à crise , especialmente nos paises capitalistas centrais, verifica-se um intenso processo de mudanças que afeta o modelo de produção industrial, as relações de trabalho, a economia e a geopolítica do mundo. Diversos fatores político-económico-sociais explicam a crise deste modelo de desenvolvimento, que combinou a produção em massa de produtos padronizados com politicas de garantia de emprego e de direitos de cidadania. Esse modelo de desenvolvimento consegue grande elevação da produtividade, do comércio e do consumo , associada a uma redistribuição de renda a favor dos assalariados, propiciando, assim, o acesso da maioria da população, dos países capitalistas desenvolvidos, aos beneficios do desenvolvimento económico. Institulda a crise, os acordos entre os diversos segmentos e classes sociais, que garantiram a vitória do modelo, deixam de ser cumpridos gerando profundas mudanças na sociedade e afetando diretamente os trabalhadores , no que diz respeito às condições de trabalho , garantia de emprego e direitos trabalhistas. As principais mudanças são marcadas, de um lado, pela introdução de novos materiais e pela intensificação do uso da tecnologia microeletrónica, e, de outro, pela descentralização da produção e por mudanças nas formas de gestão do trabalho. Esse processo tem ocorrido com maior intensidade na produção industrial e nos setores de ponta da economia mas tem afetado, de modo diferenciado, todos os setores da produção na sociedade. Nos diversos momentos da história da humanidade foi possível identificar um modo de produção hegemónico, sem significar que todos os setores da produção utilizassem a mesma estrutura tecnológica , organizacional e de relações de trabalho. Apesar disso, as características hegemónicas tendem a expandir-se e influenciar todos os setores, uma vez que, tanto o modo de produção hegemónico quanto as relações de produção que o compõem , não são apenas o resultado de uma opção técnica. mas sim, o resultado de múltiplas relações que envolvem as características culturais da população e as experiências de vida dos envolvidos na produção, o grau de desenvolvimento das forças produtivas, a estrutura jurídico-legal, a organização das diversas classes sociais e segmentos da sociedade e sua história de lutas.
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Pires, D. (1998). Processo de trabalho em saúde, no Brasil no contexto das transformações atuais na esfera do trabalho. Revista Brasileira de Enfermagem, 51(3), 529–532. https://doi.org/10.1590/s0034-71671998000300016
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