Abstract
Os conceitos usualmente utilizados para caracterizar o sistema de produção agrícola em nível das Unidades de Produção Agrícola apresentam limitações e restrições para descrever, compreender e analisar as atividades de extrativismo. O extrativismo, visto pela ótica da abordagem sistêmica, pode permitir uma melhor compreensão desta atividade, caracterizada por um grande número de interconexões e uma elevada complexidade, tanto em nível socioeconômico, agronômico como ambiental. Inicialmente, cabe salientar que verificou-se uma grande heterogeneidade de termos, conceitos e noções correlacionados ao extrativismo, sendo em sua maioria fundamentados em uma visão pontual e disciplinar. Pode-se constatar que tanto o extrativismo vegetal como o extrativismo animal possuem conhecimentos associados e diversos graus de intencionalidades associados à manutenção e promoção do estoque das espécies exploradas. O extrativismo, a ação antrópica direta ou indiretamente realizada sobre as espécies animais e vegetais, não pode ser compreendida se descontextualizada e isolada do macro sistema na qual ela opera e na qual ela encontra as suas justificativas de existência. Deste modo, considerou-se que o sistema de cultivo e o sistema de criação devem ser entendidos como gradientes que vão desde o cultivo e criação de espécies domesticadas aliadas às práticas agrícolas convencionais até o extrativismo vegetal e animal com práticas de manutenção e promoção de determinadas espécies.
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Silva, C. V. da, & Miguel, L. D. A. (2014). Extrativismo e Abordagem Sistêmica. Novos Cadernos NAEA, 17(2). https://doi.org/10.5801/ncn.v17i2.1580
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