Abstract
A partir da observação de que os fluxos emigratórios portugueses não chegaram ao fim com o encerramento, no rescaldo da crise de 1973/74, das fronteiras dos países industrializados da Europa à migração de trabalhadores, o presente artigo procura analisar os fluxos emigratórios que se desenvolveram após o anunciado "fim da emigração portuguesa‟. Será argumentado que apesar de um discurso político e de uma prática de investigação que, por diferentes motivos, tendem a menosprezar ou a negligenciar a saída de nacionais, ela continua a ser uma opção importante para milhares de portugueses que olham para a emigração como uma opção importante e atractiva para ultrapassar os constrangimentos que enfrentam no mercado de trabalho nacional. No prosseguimento deste objectivo central da comunicaçãoa emigração portuguesa para a Suíça – um dos principais fluxos emigratórios que se desenvolveu, sobretudo, a partir de meados dos anos 80 – será utilizada para ilustrar o continuar da emigração e a falácia do final da emigração portuguesa.
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Marques, J. C. (2012). A emigração portuguesa em tempos de inmigração. Polígonos. Revista de Geografía, (20), 115. https://doi.org/10.18002/pol.v0i20.52
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