Abstract
Resumo Com o objetivo de operar o trabalho de campo como possibilidade de uma pesquisa afecção na/para/com Etnomatemática, lança-se mão de duas experiências realizadas em distintos grupos de investigação, sendo estes: a experiência antropológica-terapêutica da antropóloga Jeanne Favret-Saada, em uma comunidade de feitiçaria no Bocage, oeste da França; e a experiência cartográfica do autor em uma comunidade de remanescentes quilombolas do estado de São Paulo. Para afirmar a invenção de um corpo que desliza entre pesquisa e campo, são apresentados pelo menos três devires como expressão de sua potência: devir-feiticeira; devir-mandira; e devir-infância. Entende-se que estas experiências, compostas pelos devires apresentados, expressam o trabalho de campo na/para/com Etnomatemática como possibilidade de uma pesquisa afecção.Abstract With the objective of operating the fieldwork as a possibility of an affection research in/for/with Ethnomathematics, two experiments are performed in different research groups, namely: the anthropological-therapeutic experience of anthropologist Jeanne Favret-Saada, in a witchcraft community in Bocage, western France; and the cartographic experience of the author in a remaining community of quilombolas in the state of São Paulo. To affirm the invention of a body that slides between research and field, at least three types of devir are presented as an expression of their potency: to become a sorceress; to become a mandira; and to become a child. It is understood that all the experiences composed of the types of devir presented, express the fieldwork in/for/with Ethnomathematics as a possibility of an affection research.
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Gondim, D. de M. (2020). O trabalho de campo na/para/com Etnomatemática como possibilidade de uma pesquisa afecção: potências do devir. Bolema: Boletim de Educação Matemática, 34(68), 1077–1104. https://doi.org/10.1590/1980-4415v34n68a12
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