Abstract
Qualquer condição que perturbe o controle motor adequado poderá resultar em uma marcha dita patológica, tendendo a gerar um prejuízo primário à marcha ou criar mecanismos compensatórios secundários para que ela mantenha uma função útil. A instabilidade patelofemoral é uma condição patológica na qual o restabelecimento da marcha significa maior funcionalidade para o paciente. Surge, então, a necessidade do estudo do comportamento biomecânico e de tais indivíduos, o qual pode otimizar o processo de reabilitação. Este artigo deriva de pesquisa sobre o comportamento eletromiográfico dos músculos Vasto Medial Oblíquo (VMO) e Vasto Lateral (VL) e eletrogoniométrico da articulação do joelho, durante a realização da marcha em aclive e declive, com dez voluntários saudáveis (grupo-controle); posteriormente, verificou-se se houve alteração nesse comportamento, durante a marcha, em dez voluntários com instabilidade patelofemoral (grupo patológico), de forma a identificar precocemente tal patologia. Os dados foram coletados utilizando-se dois pares de eletrodos de superfície do tipo ativos, bipolares e diferenciais e um eletrogoniômetro. Os resultados, por meio da análise de correlação cruzada e coeficiente de variação, não demonstraram diferença estatisticamente significante nos voluntários com instabilidade patelofemoral, quando comparados ao grupo-controle.
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Corrêa, J. C. F., Negrão Filho, R. D. F., & Bérzin, F. (2008). Estudo EMG e eletrogoniométrico na instabilidade patelofemoral. ConScientiae Saúde, 3, 37–47. https://doi.org/10.5585/conssaude.v3i0.314
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