Abstract
Resumo: O presente artigo busca analisar o brincar de faz de conta da criança com autismo, com foco nos recursos simbólicos que ela utiliza na assunção de papéis. Este artigo se fundamenta nos aportes teóricos da perspectiva histórico-cultural, tendo Vigotski como seu principal expoente. A pesquisa foi realizada em uma escola pública de educação infantil, em Brasília. Partindo de uma análise microgenética, a investigação contou com a participação de seis crianças com diagnóstico de autismo, com idades entre quatro e seis anos, de uma classe especial. As situações de brincadeira foram videogravadas e posteriormente transcritas em formato de episódios. Na análise dos dados, identificamos dois eixos, a saber: 1) A construção do jogo de papéis e; 2) A assunção de papéis pela criança com autismo: a cenografia e os recursos imagéticos. Os resultados revelam o papel do outro (a participação intencional) na constituição da atividade lúdica, em especial o papel do adulto. Ademais, demonstram que a mediação pedagógica, incluindo a criação de ‘cenários’, é fundamental para o alargamento da experiência simbólica da criança com o autismo.Palavras-chave: Autismo; perspectiva histórico-cultural; jogo de papéis.
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Da Silva, M. A., & Silva, D. N. H. (2017). O JOGO DE PAPÉIS E A CRIANÇA COM AUTISMO NA PERSPECTIVA HISTÓRICO-CULTURAL. Psicologia Em Estudo, 22(3), 485. https://doi.org/10.4025/psicolestud.v22i3.35745
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