Abstract
Ao fazer uma análise comparativa da segregação residencial entre 2000 e 2010 em São Paulo, com base em grupos de renda e escolaridade, este artigo busca contribuir para a interpretação do impacto que os processos recentes de mobilidade social tiveram no tecido urbano brasileiro. O intuito é analisar a segregação em cinco dimensões: uniformidade, exposição, concentração, centralização e agrupamento. Para isso, utiliza-se como metodologia de análise tanto índices globais quanto análises tipológicas georreferenciadas. Além de apontar mudanças em regiões específicas do território urbano, salienta-se, como conclusões mais gerais, a permanência de uma segregação relativamente alta das elites nas regiões oeste e sul do centro expandido da capital e um expressivo aumento da heterogeneidade social nas periferias, explicado em grande medida pelo aumento da renda e da escolaridade nessas regiões.
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Fontes, L. D. O. (2018). São Paulo nos anos 2000: segregação urbana e mobilidade social em termos de renda e escolaridade | São Paulo in the 2000s: urban segregation and social mobility in terms of income and education. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, 20(2), 304. https://doi.org/10.22296/2317-1529.2018v20n2p304
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