Abstract
A reciclagem de baterias pode contaminar o ar, o solo e a água, não só no lugar de processamento, mas também nas regiões circunvizinhas, sendo que os resíduos permanecem no local mesmo após o término da atividade. No presente artigo descrevemos os resultados da avaliação da plumbemia em 53 operários que trabalhavam com reciclagem de baterias automotivas e em 53 indivíduos sem história de exposição. Os dados obtidos foram comparados e discutidos em relação às normas do Ministério do Trabalho (MT) e da Occupational Safety and Health Administration (OSHA). A plumbemia no sangue do grupo controle foi de 2,44±1,15 µg/dl e, no grupo exposto, de 59,43±28,34 µg/dl, sendo que 79,2% dos indivíduos mostraram níveis acima do valor de referência (até 40 µg/dl). Estudos recentes recomendam estratégias para prevenir a intoxicação com chumbo: identificação, eliminação ou controle da fonte, monitoração da exposição e respectivos danos e um programa de recompra de baterias usadas das por parte da indústria de origem.
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Minozzo, R., Minozzo, E. L., Deimling, L. I., & Santos-Mello, R. (2008). Plumbemia em trabalhadores da indústria de reciclagem de baterias automotivas da Grande Porto Alegre, RS. Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial, 44(6), 407–412. https://doi.org/10.1590/s1676-24442008000600003
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