Abstract
A Pré-eclâmpsia (PE) é uma doença da gestação que é caracterizada, de forma simplificada, pela elevação dos valores pressóricos, juntamente com a presença de proteinúria após a 20ª semana. Diversos fatores de risco podem estar relacionados com o surgimento da doença, dentre eles, pode-se citar o histórico familiar de PE, predisposição genética, tabagismo, idade materna, nuliparidade, fertilização in vitro, hipertensão arterial crônica, diabetes, doença renal crônica, obesidade e doenças autoimunes. A fisiopatologia da PE está relacionada com dois mecanismos diferentes, sendo eles a placentação anormal e o desenvolvimento da síndrome materna. No que tange ao diagnóstico da doença, os principais critérios são o aumento da pressão arterial (PA) acima de 20 semanas de gestação, associado à proteinúria. Todavia, mesmo na ausência de proteinúria, é possível que o diagnóstico seja feito caso haja um aumento da PA associado ao aumento da creatinina, transaminases hepáticas, trombocitopenia, edema pulmonar ou sintomas visuais/cerebrais. A abordagem terapêutica gira em torno do acompanhamento, suporte para a gestante e controle da pressão arterial, que possui diferentes recomendações para os diferentes graus de hipertensão. Ademais, vale mencionar que a gestão da gravidez, a data ideal do parto e os cuidados para com a gestante devem ser individualizados, a depender da presença ou não de sinais de deterioração e também da idade gestacional em que o feto se encontra.
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Melillo, V. T., Ferreira, A. C. O., Chagas, A. P. de A., Munayer, L. A. G., Serejo, M. B. B., Figueiredo, N. G., … Ferreira, J. R. (2023). Pré-eclâmpsia: fisiopatologia, diagnóstico e manejo terapêutico. Brazilian Journal of Health Review, 6(4), 14337–14348. https://doi.org/10.34119/bjhrv6n4-029
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