Abstract
Este texto se refere de uma maneira transversal à pesquisa que estamos desenvolvendo em torno de alguns eixos: corpo e subjetividade; a medicalização da sociedade, a representação pública das ciências nas revistas de divulgação e o imaginário tecnológico. Escolhemos como tema a gastronomia porque participando da relação inicial entre filosofia e medicina , nela reconhecemos a presença de um duplo eixo e de suas tensões na nossa formação ocidental: o uso dos prazeres e o cuidado de si. Na nossa atualidade, onde “a saúde substituiu a salvação”, é interessante pensar no contraste entre regras draconianas de cuidado de si e o prestígio dos elementos ligados à imaginação gastronômica, os chefs de cuisine e o que este contraste denuncia da nossa experiência de viver e consumir. Duas formas de conceber o excesso parecem presentes: o supérfluo incensado de um lado e tornado grotesco de outro.
Cite
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Tucherman, I. (2011). Gastronomia, Cultura e Mídia: o longo percurso “Você é o que você come.” Revista FAMECOS, 17(3). https://doi.org/10.15448/1980-3729.2010.3.8199
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