Violência e democracia: o paradoxo Brasileiro

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e democracia: o paradoxo brasileiro. São Paulo : Paz e Terra, 2000. Angelina Peralva nos introduz, ao titular seu livro, Violência e democracia: o paradoxo brasileiro, num dos principais dilemas em que vive a sociedade brasileira: ou seja, o retorno do Brasil à democracia caracterizado pelo crescimento intenso da violência, particularmente dos crimes de sangue, a partir de meados dos anos 80. Explicita como tal fato não impediu que a experiência democrática instalada produzisse o que denomina uma mutação igualitária. Discute tal idéia a partir de uma base histórica e conceitual, centrando-se na noção de igualdade e de liberdade. Ultrapassa os sentidos estreitos de que a primeira se restringe à dimensão socioeconômica, antes a associa à experiência democrática, à idéia de uma lei comum, à qual todos deveriam imperativamente referir-se; quanto à segunda, a liberdade, foi se construindo simbolicamente no interior mesmo do regime militar, ainda nos últimos anos da década de 70. Seja através da vasta e complexa expressão dos movimentos sociais, que possibilitaram fôlego e visibilidade às chamadas minorias sociais e às diversidades culturais, atingindo o processo de legitimação, ainda que não plenamente, na Constituição de 1988; seja através da própria experiência democrática que, ao instalar-se, vai ocasionando mutações Lourdes Bandeira é doutora, Universidade de Paris V

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Bandeira, L. (2001). Violência e democracia: o paradoxo Brasileiro. Sociedade e Estado, 16(1–2), 357–366. https://doi.org/10.1590/s0102-69922001000100016

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