Abstract
O objetivo deste trabalho é demonstrar como as empresas líderes e marginais do setor cervejeiro geram suas vantagens competitivas. As empresas líderes possuem vantagens relacionadas às economias de escala, ao passo que as microcervejarias preocupam-se com a inovação em produtos a partir do controle de uma fábrica enxuta em capital físico e humano, mas intensiva em conhecimento. Entretanto, a grande empresa também atua no segmento da microcervejaria, a qual depende das condições de expansão da grande empresa para manter seu mercado. Se a demanda for crescente acima da capacidade da empresa líder, a participação das pequenas empresas é mantida e até pode aumentar o número de empresas acompanhando o crescimento do mercado, mas se a acumulação interna das empresas bem-sucedidas empurrarem para a expansão além do que a demanda pode acompanhar, elas conquistarão uma parte da fatia do mercado ocupada pelas empresas marginais. A análise é guiada pela teoria da acumulação de capital em Marx que entende o modo de produção capitalista como um processo orgânico e evolutivo e desse modo, a formação de economias de oligopólio como uma tendência do próprio processo de desenvolvimento do capital. Nesse processo, a eficiência econômica é abordada por meio do pensamento schumpeteriano, que compreende o mercado como um ambiente de seleção e a seleção das inovações como a mais importante função socioeconômica dos mercados, sendo a dinâmica inovativa a principal estratégia da concorrência.
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Limberger, S. C., & Ávila, C. A. (2018). VANTAGENS COMPETITIVAS DO OLIGOPÓLIO CERVEJEIRO E A PERMANÊNCIA DE MICROCERVEJARIAS NO BRASIL. Formação (Online), 25(44). https://doi.org/10.33081/formacao.v25i44.5151
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