Câncer de Mama Associado à Gravidez: Um Estudo Caso/Controle

  • Mottola Junior J
  • Berrettini Junior A
  • Mazzoccato C
  • et al.
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Abstract

Objetivo: relatar série de 15 casos de câncer de mama associado à gravidez e comparar com um grupo controle de pacientes jovens com carcinoma ductal invasivo da mama, avaliando o estadiamento clínico, o comprometimento linfonodal axilar, o grau nuclear, o grau histológico e os receptores hormonais de estrógeno e progesterona. Métodos: foi realizado estudo retrospectivo de 15 casos de pacientes com câncer de mama associado à gravidez, designando como base principal do estudo a avaliação do estadiamento clínico, a época do diagnóstico e o comprometimento axilar. Também, foram analisados a faixa etária, paridade, tipo histológico, tratamento realizado, características histológicas quanto ao grau nuclear e grau histológico, e a presença de receptores hormonais nos tumores diagnosticados. Comparou-se este grupo com um grupo controle de pacientes jovens com câncer de mama. Resultados: verificou-se que 7 pacientes com câncer de mama associado à gravidez (46,7 por cento) encontravam-se com doença localmente avançada (estádio clínico IIIA e IIIB) e 3 pacientes (20 por cento) apresentavam doença disseminada no momento do diagnóstico. As pacientes apresentaram em média 2,4 linfonodos axilares comprometidos, sendo que apenas uma paciente (6,6 por cento) não apresentava comprometimento linfonodal axilar. Com relação à época do diagnóstico, 40 por cento dos cânceres foram diagnosticados durante a lactação, 46,7 por cento durante o terceiro trimestre e 13,3 por cento no segundo trimestre. Comparou-se este grupo de pacientes grávidas com um grupo controle de pacientes, com a mesma média etária, não grávidas, portadoras de carcinoma invasivo de mama analisando o estadiamento clínico, o comprometimento linfonodal axilar, grau nuclear, grau histológico e os receptores hormonais de estrógeno e progesterona. Houve diferença estatisticamente significante (p=0,0022) para o estadiamento clínico e para o comprometimento linfonodal axilar (p=0,0017), não havendo diferença estatisticamente significativa para os demais parâmetros analisados. Conclusão: o câncer de mama associado à gravidez mantém-se como neoplasia de mau prognóstico, não havendo diferença quando se compara com pacientes não grávidas para a mesma média de faixa etária, sendo que o fator determinante na sobrevida é o estádio clínico avançado no momento do diagnóstico (AU)

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Mottola Junior, J., Berrettini Junior, A., Mazzoccato, C., Laginha, F., Fernandes, C. E., & Marques, J. A. (2002). Câncer de Mama Associado à Gravidez: Um Estudo Caso/Controle. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, 24(9), 585–591. https://doi.org/10.1590/s0100-72032002000900004

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