O Cinema em Gilles Deleuze: apontamentos sobre a imagem-movimento

  • Fialho A
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Em Cinema 1 – A Imagem-Movimento (1983), Deleuze constrói conceitos que tratam dos elementos fundamentais de sua filosofia a respeito do cinema, tendo como ponto de partida a análise bergsoniana do movimento, em A Evolução Criadora (1907), e da imagem, em Matéria e Memória (1896) . Bergson, que conviveu com o cinema em seus primórdios (final do séc. XIX e início do séc. XX), faz menção a ele com uma concepção muito avessa àquela que a filosofia deleuziana viria a ter — apesar disso, sua crítica à maneira pela qual construímos nossa noção de movimento acaba conectando-se diretamente ao cinema pós-montagem, fertilizando um solo riquíssimo de análises filosóficas acerca do cinema, que Deleuze aproveitou para a elaboração de suas obras sobre o tema. O objetivo desse artigo é fortalecer a ponte entre a metafísica bergsoniana e a filosofia do cinema de Deleuze no sentido de entender a maneira particular pela qual Deleuze apropria-se de conceitos metafísicos de Bergson. Para isso, utilizamos análise estrutural dos textos mencionados, comparando-os. No final desse processo pudemos observar as relações de sentido entre conceitos bergsonianos e os planos cinematográficos analisados por Deleuze.

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Fialho, A. L. C. (2021). O Cinema em Gilles Deleuze: apontamentos sobre a imagem-movimento. Humanidades Em Diálogo, 10, 41–55. https://doi.org/10.11606/issn.1982-7547.hd.2021.159235

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