Abstract
Introdução: A meningite bacteriana aguda em crianças é uma condição crítica com alta taxa de mortalidade e risco significativo de sequelas neurológicas. A gravidade da doença é acentuada pela dificuldade no diagnóstico precoce e pela variabilidade dos sintomas. Fatores como a idade jovem e comorbidades, como a infecção por HIV, são cruciais para determinar o risco de complicações agudas e sequelas. O tratamento para formas graves como a meningite tuberculosa requer abordagens específicas devido às suas características patológicas. Fatores epidemiológicos e ambientais, incluindo a variação geográfica e a eficácia das campanhas de vacinação, também influenciam a incidência e a severidade da doença. Compreender esses fatores de risco é essencial para melhorar a prevenção e o tratamento da meningite bacteriana aguda. Objetivo: Analisar os fatores de risco associados às complicações agudas e às sequelas em crianças com meningite bacteriana aguda, visando identificar elementos que possam orientar estratégias de prevenção e manejo clínico. Métodos: Uma revisão sistemática de literatura foi realizada nas bases de dados Pubmed e Scopus, com um filtro de 5 anos e estudos de alta qualidade metodológica em língua inglesa. Resultados e Discussão: Foram selecionados seis artigos para compor essa pesquisa. A meningite bacteriana aguda (MBA) na infância revela que os principais fatores de risco para complicações agudas e sequelas incluem a gravidade clínica no momento do diagnóstico, a idade do paciente, e a presença de condições predisponentes como defeitos estruturais e imunodeficiências. O atraso no tratamento e a falta de um diagnóstico precoce são associados a piores desfechos. Modelos preditivos ainda não são totalmente confiáveis, evidenciando a necessidade de ajustes baseados nas características populacionais específicas. A vacinação tem desempenhado um papel crucial na redução da incidência da doença, mas desafios como a disparidade no acesso ao tratamento e a variabilidade na mortalidade permanecem. Conclusão: Essa infecção bacteriana continua a ser um problema significativo devido à gravidade das complicações e sequelas. A identificação precoce, intervenção rápida e estratégias eficazes de vacinação são essenciais para melhorar os desfechos clínicos. Apesar dos avanços, a necessidade de aprimorar modelos preditivos e ajustar as práticas de vacinação conforme as variações epidemiológicas é evidente. A vigilância contínua e a integração de diagnósticos avançados são fundamentais para otimizar o manejo da doença e melhorar a qualidade de vida das crianças afetadas.
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Beatriz Andrade Varella, Lizanka Dias Abrantes, Danielle Crespo Rangel Barcellos, Bruno Mattos Lobo de Almeida, Maria Eduarda Carvalho Rezende, Roméro Bravo Rodrigues, … Isabela Meneses de Morais Fontana. (2024). MENINGITE BACTERIANA AGUDA NA INFÂNCIA: FATORES DE RISCO PARA COMPLICAÇÕES AGUDAS E SEQUELAS. Brazilian Journal of Implantology and Health Sciences, 6(8), 5356–5377. https://doi.org/10.36557/2674-8169.2024v6n8p5356-5377
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