Abstract
O presente artigo propõe analisar, a partir da segunda Revolução Industrial, as transformações nos processos de trabalho, sobretudo nos modelos de gestão, que impactaram as relações produtivas e, por conseguinte, as relações sociais. A partir dessas relações, visa-se esclarecer, e até inferir, a emergência do empreendedorismo nos moldes atuais. Acredita-se que a gênese desse novo modelo de atuação, enaltecida pelo mercado, decorre das práticas da gerência científica, revisitadas aqui com base nos escritos de Harry Braverman. A gestão flexível, por sua vez, enseja, entre outras práticas, terceirizar parte de suas atividades, pela adoção da lean production. Constata-se, sob a orientação de autores como F. Chesnais e D. Harvey, que, inicialmente, houve forte interesse do capital em desestimular a atividade autônoma, classificando-a como insegura e precária. Atualmente, o discurso se inverte, isto é, o empreendedorismo é visto como a solução para a ausência de postos de trabalho e para a competitividade no mercado, em função da diminuição dos altos custos gerados pela legislação trabalhista. Palavras-chave:
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Munhoz, G. D. S., Borges, W. A., & Kemmelmeier, C. S. (2008). O empreendedorismo no contexto das mutações do mundo do trabalho. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 30(2). https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v30i2.297
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