Abstract
OBJETIVOS: Estudar, em gestações com diástole zero (DZ) ou reversa (DR), dopplervelocimetria das artérias umbilicais os resultados perinatais de acordo com os parâmetros cardiotocográficos. MÉTODOS: Entre 1993 e 2000, foram selecionadas 127 gestantes com DZ ou DR. A classificaçäo adotada para a cardiotocografia foi ativo (normal), hipoativo (suspeito) e inativo (alterado) Os parâmetros analisados foram: variabilidade da FCF, acelerações transitórias, DIP II, DIP umbilical, desaceleraçäo prolongada e padräo pseudo sinusoidal. RESULTADOS: Houve associaçäo (p<0,05) entre o padräo inativo e acidemia no nascimento (pH inferior a 7,20) em 71,9 por cento, Apgar de 1º minuto inferior a sete (73,4 por cento), intubaçäo do RN (64,1 por cento), e óbito neonatal precoce (20,3 por cento). Houve associaçäo (p<0,05) entre a ausência de acelerações transitórias com acidemia no nascimento (58,8 por cento), Apgar de 1º minuto inferior a sete (67,7 por cento), intubaçäo do RN (51 por cento) e total de óbitos no berçário (29,4 por cento). A reduçäo da variabilidade (<5bpm) associou-se a (p<0,05): acidemia no nascimento (88,5 por cento), intubaçäo do RN (69,2 por cento), óbito neonatal precoce (34,6 por cento) e total de óbitos no berçário (42,3 por cento). Constatou-se associaçäo entre a ocorrência de DIP II (p<0,05) e a acidemia no nascimento em 78,2 por cento. O DIP umbilical grave associou-se (p<0,05) com acidemia no nascimento (79,3 por cento), intubaçäo do recém-nascido (69 por cento) e óbito neonatal precoce (17,2 por cento). Houve associaçäo (p<0,05) entre a desaceleraçäo prolongada e intubaçäo do RN (70,6 por cento). O padräo pseudo sinusoidal associou-se (p<0,05) com o óbito neonatal precoce (60 por cento). CONCLUSÕES: A DZ ou DR representa grave comprometimento fetal, cujo risco para óbito neonatal ou morbidade perinatal é extremamente elevado e constata-se correlaçäo entre as alterações da cardiotocografia com os resultados perinatais adversos (AU)
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Nomura, R. M. Y., Francisco, R. P. V., Miyadahira, S., & Zugaib, M. (2003). Cardiotocografia em gestações com diástole zero ou reversa nas artérias umbilicais: análise dos resultados perinatais. Revista Da Associação Médica Brasileira, 49(1), 79–85. https://doi.org/10.1590/s0104-42302003000100038
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