Abstract
A evolução foi muitas vezes rejeitada como teoria incompatível com uma reflexão histórica adequada. Certamente, há limites intransponíveis entre a biologia e o estudo do homem e da sociedade; entretanto, uma análise rigorosa da teoria darwinista evidencia zonas epistemológicas de contato entre a história e a biologia evolutiva. Uma perspectiva temporal vertiginosa comum às duas áreas de conhecimento delineia algumas pontes de comunicação, como a importância do acontecimento, a afirmação da criação, a rejeição da teleologia e da ideia de progresso, a complexidade de processos constituídos entre o acaso e a necessidade e a impossibilidade de realizar previsões. Essa aproximação possibilita uma abordagem transdisciplinar em face de vários desafios contemporâneos.Evolution has often been rejected as a theory incompatible with proper historical reflection. While there are undoubtedly insurmountable barriers between biology and the study of man and society, a rigorous analysis of Darwinist theory demonstrates epistemological areas of contact between history and evolutionary biology. The amazing temporal perspective shared by both areas of knowledge points to some bridges of communication, like the importance of the event and of creation processes, the rejection of teleology and the idea of progress, the complexity of events between chance and necessity, and the impossibility of making predictions. This affords an opportunity for a transdisciplinary approach at a moment of various contemporary challenges.
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Duarte, R. H. (2009). História e biologia: diálogos possíveis, distâncias necessárias. História, Ciências, Saúde-Manguinhos, 16(4), 927–940. https://doi.org/10.1590/s0104-59702009000400005
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