Abstract
A unidade de bacia � uma pequena bacia dedrenagem, tomada como c�lula b�sica onde os processos pedol�gicos,impulsionados pelo movimento da�gua, s�o condicionados pelas formas de relevo. O objetivo do trabalhofoi caracterizar o solo em umaunidade de bacia que n�o sofreu interven��o deatividades humanas h� pelo menos trinta anos. O solonessa �rea � desenvolvido de rochas sedimentares daforma��o geol�gica Santa Maria. Aspectos morfol�gi-cos, qU�TIicos,f�sicos, mineral�gicos e h�dricos foramanalisados no sentido de relacion�-Ios com a distribui-��o do conte�do de �gua em fun��o das formas dosdeclives. Para tanto, foram locados quatro transetosem tr�s declives (um c�ncavo-c�ncavo, um convexo-linear, um convexo-convexo) no campus da UFSM.Seis a nove pontos foram locados em cada transeto,totalizando 29 pontos, onde coletou-se amostras desolo at� aproximadamente 2m para as an�lises qu�mi-cas e f�sicas, nos quais foi monitorado o conte�do de�gua com sonda de n�utrons. No transeto c�ncavo,foram abertas duas trincheiras para descri��o morfo-l�gica e coleta de amostras para caracteriza��o dasolu��o do solo e an�lises qU�TIicas,f�sicas, mineral�-gicas e sedimentol�gicas. Nas condi��es do estudo,observou-se maiores conte�dos de �gua e diferencia-��o dos horizontes do solo no declive c�ncavo emrela��o aos convexos. No declive c�ncavo, o desen-volvimento do horizonte E se d� provavelmente peloprocesso de ferr�lise, associado � eluvia��o/iluvia��o,contrastando com os declives convexos, onde ohorizonte E est� em processo inicial de forma��o,provavelmente por eluvia��o/iluvia��o, n�o sendoposs�vel, com base nos dados obtidos, descartar acontribui��o da ferr�lise. Tamb�m quimicamente odeclive c�ncavo diferenciou-se dos convexos, apresen-tando maior concentra��o de H+ + AI+ 3 e Ar) em su-perf�cie, enquanto nos convexos a concentra��o desseselementos aumentou em profundidade. Entre os perfisanalisados no transeto c�ncavo, um no ter�o inferiordo declive, em posi��o mal drenada, e outro no ter�osuperior, de melhor drenagem, foram observadas dife-rentes caracter�sticas morfol�gicas, qu�micas, f�sicas esedimentol�gicas. O perfil inferior apresentou hori-zontes de colora��o acinzentada e baixos valores deferro total, indicando processo de redu��o do ferro,bem como sua sa�da do sistema. J� o perfil na posi��omais elevada apresentou caracter�sticas que indicamuma maior atua��o dos processos de intemperismo,associados � maior lixivia��o, pela sua posi��o no de-clive. Estas varia��es nas caracter�sticas do solo est�oassociadas �s diferentes formas de declives e posi��esde um mesmo declive onde se encontram e que condi-cionam a distribui��o do conte�do de �gua no solo.
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Inda Junior, A. V. (1997). Conformação da paisagem, umidade e gênese de solos desenvolvidos sobre o membro alemoa da formação Santa Maria. Ciência Rural, 27(4), 692–693. https://doi.org/10.1590/s0103-84781997000400030
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