Abstract
No âmbito das relações da igreja católica com as religiões a ruptura com o modelo de cristandade efetivada pelo Concílio teve um papel decisivo: significou uma guinada importante que levou a uma revisão não só dessas relações com as religiões, mas também da própria visão de igreja e da teologia. Com isso, o Concílio deu um grande passo ao lançar um olhar positivo sobre as religiões e reconhecer que elas contêm “sementes do Verbo” ( AG 11b). No entanto, é preciso reconhecer que os padres conciliares se limitaram a apresentar diretrizes gerais e indicações de atitudes fundamentais quanto às outras religiões sem se preocuparem em apresentar uma teologia do diálogo inter-religioso. Este artigo procura problematizar as diretrizes e indicações do Concílio a partir do conceito de transversalidade. Assumimos a perspectiva de que o diálogo inter-religioso para ser consistente, em consonância com as inspirações conciliares, precisa ser transversal tanto ao discurso como à ação pastoral. A missão, a liturgia, a catequese e a educação teológica são áreas, entre outras, nas quais a transversalidade do diálogo inter-religioso precisa ganhar vida.
Cite
CITATION STYLE
Sanchez, W. L. (2015). Pela transversalidade do diálogo inter-religioso na teologia e na pastoral. HORIZONTE, 13(40), 1982. https://doi.org/10.5752/p.2175-5841.2015v13n40p1982
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.