Abstract
De modo inconteste, a vertente francófona proporcionou um avanço e pormenorização do trato operacional e científico, concernentemente ao âmbito do ensino e da aprendizagem em Matemática, para seus diversos níveis. Num período temporal que requereu algumas décadas, contatamos um interesse distinguido na produção controlada de fenômenos oriundos das interações do trinômio professor – estudantes – conhecimento matemático. Desta forma, a partir de uma preocupação especial com a ação e a modelização das ações do professor, o presente trabalho discute alguns elementos visivelmente condicionados por uma perspectiva de Engenharia Didática de 2ª geração ou Engenharia de Formação. Por conseguinte, a partir de uma atenção maior que se deslocou da Engenharia Clássica ou de 1ª geração, que se ocupava eminentemente de uma ação de produção de dispositivos, tendo em vista o acumulo de saberes relacionados com o ensino de determinado conteúdo, passamos a observar na literatura especializada, sobretudo, na literatura internacional, a forte indicação de uma nova preocupação com a produção de recursos educativos e o aperfeiçoamento profissional do professor de Matemática. Ademais, ao assumir o professor de Matemática como um ator importante no processo, o trabalho apresenta implicações para a sua mediação, balizada por alguns dos pressupostos da transposição didática (CHEVALLARD, 1991).
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Alves, F. R. V., & Dias, M. A. (2018). Formação de professores de matemática: um contributo da engenharia didática (ED). Revemat: Revista Eletrônica de Educação Matemática, 12(2), 192–209. https://doi.org/10.5007/1981-1322.2017v12n2p192
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